Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Mix Brasil
 BOL - E-mail grátis
 UOL - O melhor conteúdo


 
Blog do Vasco e Júnior


Tempo de ser pai

 

Em toda entrevista que damos para jornais, tv ou revistas, há sempre uma pergunta que todos fazem: “O que mudou na vida de vocês de pois da chegada de Theodora”.

Nossa resposta é sempre a mesma: “Mudou tudo, nossa vida agora é em função da vida dela”.

Visitando o site do Mix Brasil vi que nosso blog não estava mais na chamada de capa, não fiquei triste por terem tirado, achei até justo, pois já não escrevíamos lá a meses, e para que manter um blog, se não se escreve nada, pensei então em deixar uma e-mail para o André e pessoal agradecendo o apoio e o tempo que estivemos lá.

No momento parei para pensar o que escreveria e acabei notando que o motivo era justamente a resposta que sempre dava. “Tudo mudou em função da chegada de Theodora”. Antes tínhamos tempo para escrever para jornais as nossas colunas sociais, tínhamos tempo para curtir as baladas até altas horas, tínhamos tempo para dormir aos domingos, tínhamos tempo para nossos namoros, tínhamos tempo para nosso e-mails e passeios  pela internet, tínhamos tempo para não ter tempo para nossos almoços.

Pensam que estou reclamando de não ter tempo? Bobagem, que bom que esta é falta de tempo.

Hoje, agora mesmo, só estou com tempo para este texto, porque Theodora esta passando o feriado (14/04 - aniversário da cidade de Catanduva) na casa de uma tia, e a casa esta quieta, parece que até os bichos de casa estão sentindo a sua falta, pois Theodora dá cor e som em nosso lar.

E agora? Pergunto eu. O que fazer com este tempo sem a Theodora?

Já nem sei, pensamos até em sair, dar uma volta, mas sem nossa filha a vida parece que não tem graça. Já acostumamos a fazer as coisas tudo com ela.

Nossa vida tem sido super agitada, mas tudo em função de Theodora, queria ter tempo para escrever as suas aventuras e descobertas, como tudo isso é bom.

Queria falar sobre sua história com o Papai Noel, o coelhinho da Páscoa, a Bruxa da Cama, as novas palavras que ela descobre, as palavras em inglês que ela inventa. Como essa: “Pai o Senhor sabe como é saliva em inglês”. Não – respondi – “É “cuspi” falando com sotaque americano.

Ela vai fazer oito anos em agosto, esta no segundo ano, já lê as palavras desde o começo do ano, mas parece que neste mês a sua ficha caiu, quando pegou um livrinho de história que comprei a muito tempo para ler para ela dormir. “A Vaidade de Lolita” do Tio Gaspar. Ela leu a primeira estrofe de uma só vez:

“Lolita era uma minhoca que nunca tinha saido de sua casa dentro da terra”, e teve um susto: “Nossa eu sei ler” disse ela.

Eu feito bobo, chorei.

Theodora se encantava a cada página, e eu chorava mais ainda.

...

Queria poder contar todas as coisas para vocês, queria relatar aqui as nossas descobertas, as descobertas de Theodora, mas infelizmente nossa vida passei a ser mais intensa e estamos ainda curtindo todos seus encantos.

Queria que todos pudessem também não ter este tempo que a gente queria, para descobrirem a falta que este tempo não faz.

Preciso terminar por aqui, pois percebi que esta dando a hora de buscar Theodora.

 

 



Escrito por Vasco e Júnior às 19h14
[] [envie esta mensagem] []



Nosso amigo Manuel Castro Lahós escreveu um artigo no site de sua esposa Gisele com uma linda homenagem para os colunistas sociais de nossa cidade. Durante a noite a querida Iara do Carmo preparou um encontro e um amigo-secreto entre nós colunistas, já que hoje (08) se comemora o Dia do Colunista Social. Passamos bons momentos, demos muitas risadas e ao chegar em casa que tive tempo de ler (com calma) o texto do Mané. Leia o texto no site www.giseleonline.com.br Depois lembrando de nosso encontro respondi o seu e-mail: Olá Manuel, Muito obrigado pelo seu carinho neste dia. Vc ao lado, de Gisele, parece perceber bem o corre-corre e nossas preocupações... Adorei as observações, e como vc mesmo disse: ainda há um livro de coisa para serem ditas referente ao colunismo social, principalmente em Catanduva. Estavamos olhando as fotos do encontro no La Buca e comentávamos que as fotos pereceram posadas, tipo família...E por que não? Toda família também tem seus desencontros e a quantos anos nos encontramos nas melhores coisas da vida. (algumas piores). Eu mesmo me encontrei mais vezes com todos vocês, do que com meu irmão que mora em Sta.Catarina. E veja como apreciávamos os "novos colunistas" do outro lado das cameras...No futuro, não seram eles que estaram em nossos lugares ????? Theodora mesmo ao ver as várias fotos que tirou comentava: "Essa mulher piscou"; "A madrinha Iara não sorriu". Ao analizá-la quando batia as fotos notei que ela virou a máquina e a lente ficou maior para cima, sua expressão ficou pensativa, ela balançou a máquina para cima e para baixo, fixou a vista e apertou o botão. Depois ao ver a foto ela notou que não caberia todos, mas centralizou e bateu... Suas primeiras fotos não foram das melhores, tudo tremido, dedo no meio, algumas só sairam as pernas, mas nas últimas percebi, que talves ela, no futuro reveja a nossa foto de hoje e diga: - Essa foto foi eu quem bati! Esse povo aqui eram amigos dos meus pais...Tudo loko!!!!!!! Beijos e obrigado pelo carinho. Para a cumadre Iara o nosso amor, por ter organizado este momento maravilhoso...



Escrito por Vasco e Júnior às 23h21
[] [envie esta mensagem] []



Com o apoio da Rede Social Catanduva o Grupo Reveja agradece a população pelo sucesso da Semana da Diversidade.

Não tem como falar da Semana da Diversidade em Catanduva e não se emocionar, nós que vivemos nesta semana tivemos nossas vidas transformadas, nunca mais vou ver a Rua Brasil como antes.
Na exposição de fotos forma cerca de 1300 pessoas que passaram pelo Banco Itaú, e ao esperarem na fila, apreciavam as fotos. No Pizzaria Auguri o Prêmio Cidadania era a felicidade de Osvaldo Franzini e a presença de todos os homenageados refletiu um pouco da diversidade que esperávamos para a Parada, pois lá tinha juiza, travesti, padre, senhoras, drag-queem, advogada, gays e negros, todos pacificamente saboreando seus prêmios com o pecado da gula. Na apresentação dos curtas Sharen Zancaner expressou mais um pouco da diversidade, mostrou o índio, o travesti, o deficiente com maestria e sensibilidade, e deixou um gostinho de quero mais. Durante o Fórum Beto Sato, Jõao Ives e Regina do Nascimento nos encheram de sabedoria e aprendemos juntos um pouco mais, enquanto que Paulo Ferreira trazia diversão com a danada da "Dona Dinha".
O domingo a festa de cem anos das Pernambucanas na Praça da Matriz nos preparava para a grande Parada. Quem por preconceito não pode ir na Parada de alguma forma contribuia para a presença do público no final da festa, e mais uma vez a diversidade se mostrava presente. Patrícia Monteleone emocionava com suas alunas da APAE, os palhaços divertiam as crianças, teve até desfile do Tiro de Guerra pra animar as amigas.
Mas a hora da Parada chegava...

O relógio da Igreja Matriz batia quinze horas, a hora prevista para o início da Parada na concentração, atrás do trio-elétrico não tinha ninguém, pensei que seriam somente eu, o Júnior e a Theodora em cima dele. E mesmo se fosse assim desceríamos a Rua Brasil só nós três.
Mas ao dar uma volta na Praça e levar nosso carro até o final da Parada percebi que o público da estava dispersado, pareciam andorinhas no final da tarde, esperando o último raio de sol para descansarem nos galhos das árvores.
Resolvi então ligar o carro de som e o pessoal foi chegando...Olhei para o céu para ver duas coisas: Uma se iria chover e a outra para ver as andorinhas. O sol estava lá, e parecia querer fazer parte da festa, e naquele céu azul não vi nenhuma andorinha, para onde foram elas?
Para não abater de tristeza, imaginei que cada uma das 1500 pessoas ali presentes na Pça. da Matriz era uma andorinha.
De cima do trio-elétrico olhava para as pessoas e via os olhos com ares de liberdade, reconhecia muitos rostos e parecem que eles queriam gritar, extravasar naquela tarde ensolarada de domingo.
A diversidade era latente, uma amiga hétero me disse: "Nunca fui numa Parada, e também nunca pensava que a minha primeira seria em Catanduva".
A vida naquele instante parece que renascia, havia preparado um pequeno texto adaptado da música "Como nossos pais" de Elis Regina, depois pedi para o dj "soltar o som" e que a Parada fosse pacífica e feliz...
A medida que caminhávamos não acreditava no número de pessoas que ali estavam, era lindo ver a Rua Brasil cheia de gente em prol do Amor e da Paz, livres de preconceitos sejam eles de que gênero ou grau.
Atrás do trio elétrico as pessoas cantavam, brincavam e dançavam.
Um cliente havia me dito durante a semana que as pessoas costumam fazer passeata contra a guerra, contra o mal, sempre contra alguma coisa. Por isso hoje, agora, depois da Parada já não somos mais os mesmos e nossa caminhada nos transformou...
Começamos a caminhar contra a homofobia, contra o racismo, contra o preconceito, e agora no final da caminhada tudo mudou.
Nossos dias não serão mais os mesmos, porque caminhamos todos em prol de uma Catanduva melhor, caminhamos a favor da Paz, em prol do Amor, nossas vidas depois da Parada não serão mais as mesmas.
Nossa vida será mais alegre.
E atrás do trio elétrico só não foi quem já morreu!

Em nome de minha família
Obrigado a todos.
Vasco P. da Gama,
Júnior de Carvalho
e Theodora Carvalho da Gama



Escrito por Vasco e Júnior às 12h16
[] [envie esta mensagem] []



Preocupação de Pais....

Theodora estuda no 1o. ano no Colégio Nossa Senhora da Ressureição, um dos melhores colégios particulares da cidade e que tem freiras na direção. No ínicio do ano estávamos preocupados, pois nossa filha demonstrava um pouco de dificuldade nas tarefas de casa, talvez devido a mudança de escola pois havia estudado dois anos antes numa outra escola particular.
Vale ressaltar que Theodora não foi estudar logo de início no colégio em que estuda hoje porque colégio anterior lhe proporcionava um local de liberdade onde havia um grande espaço ao ar livre para as crianças brincarem e em um de nossos passeio quando passávamos na frente do atual colégio, Theodora se referiru ao lugar como a instituição aonde ela se encontrava antes da adoção. Resolvemos então matriculá-la neste colégio para ela ter a certeza de que estava em um ambiente diferente e novo.
Agora quase no final do ano letivo nos preocupamos novamente com Theodora pois seu interesse nos estudos não estavam nos satisfazendo, notamos alguma dificuldade. Resolvemos ir até o colégio para conversar com a Professora para saber do comportamento dela na sala de aula. Segundo sua professora ela nos contou que Theodora era uma menina muito feliz e alegre, e esta sua alegria atrapalha um pouco a sua atenção na sala de aula. Mas ela estava se saindo muito bem. Reclamamos que algumas de suas tarefas de casa ela não sabia fazer, pois necessitava de leitura e escrita. Até então sua professora disse ser normal e natural, pois ela ainda estava em processo de aprendizagem.
Após alguns dias em casa, ainda notávamos a dificuldade (talvez nossa) nas lições de casa. Resolvemos então procurar a coordenadora da escola que junto com a professora nos aconselhou a procurar uma psicóloga para uma avaliação de "déficit de atenção" mas nos parabenisou pela nossa preocupação, pois muitos pais nunca as procuram e algumas crianças se encontravam com dificuldades piores.
Procuramos então uma psicóloga amiga nossa Dr. Suelena que pediu que Theodora fizesse alguns testes de atenção e Q.I.. Foram cinco sessões e confessamos que ficamos muito preocupados e achávamos que ela iria achar algum "problema" com nossa filha. Afinal Theodora não teve uma boa alimentação na gestação, era filha de pais agressivos e tóxicos dependentes, e ainda viveu três anos e meio num instituição, aonde não tinha nenhuma forma de atenção, carinho e amor.
Depois das avaliações fomos ao consultório para recebermos o resultado final.
Alívio, Theodora havia "passado no teste de Q.I." e atenção. Sua nota foi 93, uma média normal que deve ser entre 90 e 110. Fora os diversos elogios que Theodora recebeu. A única reclamação foi o nosso excesso de amor e a imensa alegria em que nossa filha esta vivendo. E para uma menina que não viveu um início de infância de brincadeiras. hoje sua vida hoje é cheia de alegria... pura alegria o que a faz ficar um pouco desatenta e levar alguns assuntos sérios, na brincadeira.
Nosso bebê cresceu, notei que ela não fica mais na ponta dos pés para alcançar a tomada da luz, e sim para alcançar as chaves que estão no porta chaves. Ela já não quer mais as águas de colônia para bebês, e sim colônias infantis. Sua malinha de viagem não tem mais a estampa infantis; agora ela carrega seus batons, pasta e escova de dentes, escova e presilhas para cabelos e gloss numa nécessaire. Ela não quer mais beber leite na mamadeira e se pronunciar a palavra "tete" aí ela não toma mesmo; vai preferir tomar suco, no copo.
Quando dá um abraço e um aperto a gente fala: " Ai neném...Picurucha do pai...Bebezinha do coração..." E aperta mais ainda.
Ela corrige: " Pai...não sou mais bebê! sou sua menininha do coração."
Nosso bebê, ops! menina esta crescendo e a gente vai ficando preocupado .....



Escrito por Vasco e Júnior às 00h10
[] [envie esta mensagem] []



Theodora completa 7 anos numa festa Fantástica!

No dia 24 de agosto, Theodora Carvalho da Gama, filha de Vasco da Gama e Júnior de Carvalho completou 7 anos de idade. Numa tarde de magia, diversão e encanto amigos e parentes passaram momentos alegres na Chácara Villa Nobre, lindamente decorado pelo Mundo das Festas com o tema “Backyardigans”. Show que Theodora conferiu com seus pais no Credicar-Hall em São Paulo. Sob o comando do Buffet Gê-Vera e animação do dj João da Look Som, Theodora vestiu duas roupas, uma mais formal para receber os amigos do colégio e convidados especiais da Casa do Menor que se divertiram com as brincadeiras da Turma do Tomate e uma outra roupa mais a vontade para se divertir nos brinquedos como o pula-pula e cama elástica. Uma semana antes Theodora havia ganhado outra festa montada especialmente para a gravação do Fantástico que apresentou, no mesmo dia, sua família no especial “Que família é essa” na Rede Globo apresentado por Renata Ceribelli. Veja mais em: http://www.vascoejunior.com



Escrito por Vasco e Júnior às 23h43
[] [envie esta mensagem] []



O Dia Seguinte...

Uma grande novidade paira no ar.......... Theodora , cada vez maior e mais adulta cresce e começa a encarar a vida sobre outro prisma. As emoções e as sensações começam a aflorar e ela começa a descobrir que o mundo precisa de pessoas que ajam..que façam acontecer...que dediquem o seu tempo e os seus sentimentos a outras pessoas... Sinal que a lição está sendo muito bem assimilada!

E exatamente por isso, decidimos ir um pouco mais além.... Continuamos na fila de adoção e a novidade promete Chegar Logo... Depois de sentarmos e conversarmos sobre o assunto, inclusive com ela, a novidade agora já tem um nome: ‘ANGELINA”......

È uma homenagem, desta vez,  para a minha avó (Júnior) e parece que o nome caiu como uma luva na criança que está por vir.....

Decidimos que nosso lar cabe mais uma...uma irmãzinha...uma compania.....

Para Theodora, a novidade é uma grande expectativa. A cada dia ela nos pergunta se a irmã vai demorar a chegar e a nossa resposta é sempre a mesma: “Deus está preparando e cuidando dela pra nós até na hora da sua chegada” , e com isso, Theodora leva os seus dias, agora na esperança e na ansiedade da chegada da irmã. Tudo agora ela guarda e cuida para dar de presente para a tão esperada menina......

E nós, só que temos a pedir, é que Deus nos abençoe mais uma vez com outra criança amorosa, dedicada e cheia de amor igual a outra menina que chegou pra nós a quase 3 anos atrás: “THEODORA!”

 



Escrito por Vasco e Júnior às 11h32
[] [envie esta mensagem] []



Queríamos agradecer de coração as manifestações de carinho e dizer que andamos meio ocupados nesta época de final de ano mas que continuaremos a estar mais presentes no blog. Em relação à Theodora, também nos surpreendemos pelo crescimento físico e intelectual dela neste pouco espaço de tempo. Ela continua sendo muito obediente e a cada dia mais as demonstrações de carinho e afeto por nós cresce na mesma medida.Só o que temos a fazer é agradecer a Deus por isso....

Ontem mesmo ela chegou toda envaidecida por ter ganhado na escola a sua primeira “estrelinha” por ter conseguido fazer o diário de classe sem o auxílio da professora e veio toda contente mostrar aos pais a estrela que havia conquistado...qual não foi a sua decepção quando percebeu que e estrelinha havia caído e que ela tinha perdido....o sorriso de apagou e ela com lagrimas nos olhos nos contou o acontecido...Mais uma vez, Vasco com a seu modo todo singular, saiu de fininho e fez uma nova estrelinha...

O brilho voltou no olhar e o sorriso nos lábios.....

E nossa vida é assim: um constante aprendizado....recíproco.....

Beijos a todos....



Escrito por Vasco e Júnior às 10h14
[] [envie esta mensagem] []



Momento mágico....


Já estamos no ano novo mas a lembrança das estas ainda continuam e por mais que esperemos, nada se compara a alegria, a ansiedade e os sonhos e uma criança.  Neste natal, mais do que o do que passou, podemos vivenciar a  alegria que gera a chegada desta data , não só pelos presentes, mas também ela singeleza e simplicidade com que elas esperam esse dia tão especial e mágico. É claro que o personagem principal é o bom velhinho, com sua roupa vermelha e com a simpatia que é ímpar....Mas também podemos notar que todos os presentes tinham a sua importância independente do valor material de cada um. Cada presente fazia despertar o sentimento de alegria e felicidade que nós, adultos, deixamos guardados e arquivados no nosso ser e que deveríamos deixar aflorar cada vez mais como fazem as crianças....A alegria, a felicidade e o mágico momento desse dia fazem com que eles se transportem para um mundo maravilhoso de sonhos, de esperança....de vida! /o último presente, entre tantos foi uma tão esperada sombrinha rosa.....neste momento nos surpreendemos porque até o “papai o céu” nos presenteou com uma rápida chuva e que deu à ela o direito de protagonizar a “dance in the rain”. Para nós, a chuva se transformou em benção e cada gota que caia nos fazia lembrar de como é feliz se criança de novo..com sua simplicidade...sua ingenuidade..seu amor, transformando tudo isso num momento mágico e inesquecível..........!



Escrito por Vasco e Júnior às 10h24
[] [envie esta mensagem] []



Uma vida mais colorida!

Estamos vivendo uma fase de mudanças, mas ainda muita coisa tem de acontecer; sabe mos que as grandes transformações são feitas de pequenas conquistas e só assim podemos ter a esperança de um mundo melhor.

Theodora esta aprendendo isto e o que tudo indica, deverá ser uma grande ativista.

Nossa, Theodora uma ativista!

São tantas as palestras que participamos, manifestações e reuniões contra a homofobia que Theodora nos surpreendeu em seus dois últimos eventos. Mês passado quando participamos em Ribeirão Preto na USP de uma palestra realizada pelo Grupo Reveja,  ela  no final da palestra depois de todos falarem esboçou um pequeno “ E eu não vou falar nada? Também quero falar!” mas ao receber o microfone se conteve.  Ainda na semana na série Novas Família exibido pela GNT, Theodora se comprometia com o microfone e fazia ali um breve comentário de sua vida com dois pais: “ Eu sou feliz, tenho eles que me amam, eles são fofinhos e eu adoro eles”. Depois do caso de Ribeirão, a pequena ativista chegava em casa e fazia ali um breve comentário de seu passeio pela USP/Ribeirão: “Adorei o passeio. Acho que todo mundo tem mesmo de ver que é muito bom ter dois pais, bem melhor que ficar sozinha. E todo mundo deve se amar, não é”-dizia isso em tom de discurso.

Agora esta semana ela já sonhou com o final de semana no Rio de Janeiro a convite do Grupo Arco Íris onde temos já dois grandes eventos: A premiação no quesito atitude e no domingo a Parada Gay.

Parece que já estamos vendo Theodora pegar o microfone e nos defender da homofobia e ainda pelas ruas de Copacabana agitando uma bandeira com as cores do nosso arco-íris, que pra ela pode até parecer festa, mas algum de seus comentários mostram ali uma pequena menina que já cresce livre de preconceitos valorizando a nossa e a sua maneira  de estar no mundo, escrevendo ali a sua história e seu jeito de amar colorido.

 



Escrito por Vasco e Júnior às 00h17
[] [envie esta mensagem] []



"As mulheres da minha vida" .

por Vasco P. da Gama

 

Theodora fazia seis anos; na escolha da festa ela optou em fazer a mesma na sua escolinha ao invés de uma festa maior com a presença da família, amiguinhos e outros amigos. Na decoração entre Sherek e bonecas ela escolheu as princesas como tema. E lá estavam Branca de Neve, Cinderela e a Bela Adormecida (aliás qual é mesmo o nome dela?). Tudo bem, arrumamos a decoração, encomendamos o bolo os salgadinhos, compramos os refrigerantes e chegou o grande dia.

Como havia planejado no ano passado em seu batizado, Theodora ganhou uma linda e grande vela onde ela a acenderia todos os anos no dia do seu aniversário. Neste ano a vela foi acesa novamente, logo pela manhã nos reunimos para uma breve oração para agradecimentos (lembrei-me que minha mãe me ensinava a só agradecer, e nunca pedir) e Theodora acendeu a sua vela que permaneceu acessa por todo o dia.

Na festa na escola as crianças se divertiram, dançaram e Theodora se encantou com as dezenas de presentes que ganhou.

Uns dias antes havia feito uma palestra sobre adoção homoafetiva para alunos do curso de direito da UNIP (Universidade Paulista de S.J. do Rio Preto), uma das perguntas foi : “Vocês não acham que Theodora poderá ter problemas ao não ter uma referencia feminina para se espelhar?”. A mesma pergunta já haviam nos feito outras vezes e no dia seguinte um outro amigo a fez novamente e este me deu a resposta, pois já havia escutado em uma de nossas diversas entrevistas: “ Nem sempre a referência feminina ou masculina são os pais;  esta figura também pode ser uma avó, uma madrinha, um professor, uma atriz.... estas referências nem sempre estão dentro de casa e em cada fase de nossas vidas mudamos para novas referências”. Percebi então que esta é uma das perguntas que mais nos fazem.

Ao final do dia, depois de um longo tempo curtindo os novos brinquedos, um banho delicioso preparou Theodora para o sono, mas não antes de rezar e apagar a sua vela; rezamos então um pai nosso junto com ela e no final sem sugestões ela mesma terminou assim: “Papai do céu, muito obrigada pelo meu aniversário, tava tudo muito lindo, obrigado pelos meus dois pais, pelos meus amiguinhos e pelos presentes que ganhei, tava tudo muito lindo, um beijo”. Não contive as lágrimas, mas disfarcei.

Depois quando ela dormia fui ver as fotos do aniversário, retratado em uma das tantas fotos a resposta da pergunta materializada numa linda fotografia; chamei a foto de “As mulheres da minha vida”, pois lá estavam a amiguinha Tássia, madrinha Dirce, a avó Edna, tia Dinorah, Adriana e a Iara. Percebi ali que as referências femininas de Theodora estavam presentes, e olha que além delas só estava o avô Nello; aliás foi ela quem fez a lista de convidados, e já que a festinha era só para os alunos elas, “as mulheres de minha vida” foram as exceções, de um certo modo, mais eram a sua referência pois para cada uma delas Theodora tinha um carinho especial.



Escrito por Vasco e Júnior às 11h39
[] [envie esta mensagem] []



Theodora descobre o Tempo!

Tava difícil explicar para Theodora que tudo tem o seu tempo e tudo tem a sua hora.

Por mais que tentássemos explicar ela não entendia; que tinha hora para dormir, hora para acordar, hora para almoçar, hora de brincar, hora de ir para escola e hora de chegar.

Como ela ainda não conhece bem todos os números e também os minutos do relógio (cada número, cinco minutos) resolvemos colar no próprio relógio desenhos que retratassem esses momentos.

Para que Theodora demonstrasse interesse, ela nos ajudou a achar esses desenhos nas revistas e gibis. Recortamos uma menina dormindo, algumas crianças indo para escola, uma criança lanchando etc...

Colamos cada uma na hora que correspondia ao horário no relógio e tentamos explicar para ela novamente que a cada hora tem uma coisa para se fazer.

Com os desenhos, Theodora entendeu e passou a ler no relógio os seus “afazeres” e a vida pareceu mais fácil e menos corrida para ela  e principalmente para nós.

O duro foi tentar explicar porque nós não tínhamos nada, naquele relógio, para fazer, quando ela surpresa virou e perguntou:

“E vocês dois, pai Vasco e Pai Jú, não fazem nada?”

 A vida passou a ser assim: a cada dia Theodora descobre uma novidade e nós aprendemos mais uma com ela.

Até a próxima lição.



Escrito por Vasco e Júnior às 19h50
[] [envie esta mensagem] []



Theodora e o milho do pato!

Nossos pais são em muitos momentos o exemplo em nossas atitudes e ações, muitas vezes nos pegamos agindo como eles, ensinando para Theodora o que aprendemos com eles e parece que com ela não será diferente, pois muitas vezes percebemos nela atitudes nossas e nossos próprios comportamentos.

Uma das coisas que adorava ver minha mãe fazer era ouvir as suas histórias, fossem elas verdadeiras ou não e sempre que posso repito as mesmas para a doce Theodora.

E uma das que ela mais gosta é a da menininha que saiu de casa para conhecer o mundo e teimosa que só ela,não obedecia seus pais e dizia sempre: “Num vô!”

É mais ou menos assim:

Uma linda menina queria sair de casa e conhecer o mundo, seu pai lhe aconselhou a não ir, pois ali na sua humilde casa, podia se ter tudo o que quisesse, e principalmente a atenção e o carinho da família e disse para ela ficar.

A menina, super teimosa respondeu: “Num vô!”

Seu pai então lhe deu um pato, para ela levar pelo caminho e poder comê-lo quando tivesse fome.

A menina foi falar para a sua mãe que também pediu que ela ficasse e que em sua casa ela teria todo o amor do mundo. E pediu com muito carinho que ela não fosse andar pelo mundo., e que ela ficasse!

A menina respondeu: “Num vô fica!, quero conhecer o mundo”

A sua mãe então lhe deu um grãos de milho para ela poder dar para ao pato.

E a menina saiu pelo caminho, com o pato e seus grãos de milho. Andou, andou e depois de muito tempo sentou-se em um toco colocou os grãos de milho num buraco do toco e parou para descansar. Depois de algum tempo quando já ia embora, tentou pegar seus grãos de milho dizendo: Toco, devolve meus grãos de milho. Milho que minha mãe me deu ara eu dar pro pato! O toco respondeu: “ Não dô!”

“Então vou chamar o machado para te cortar” – respondeu a menina que saiu atrás do machado.

Depois de muito caminhar a menina achou o machado e disse:

“Machado, vai cortar o toco. Toco que pegou meu grão de milho, milho que minha mãe me deu para eu dar para o pato”.

O machado respondeu: “Num vô!”

Então vou chamar o fogo pra te queimar.

A menina andou, andou e achou o fogo e falou:

“Fogo, vai queimar o machado. Machado não quer cortar o toco. Toco não quer dar meus grão de milho, que minha mãe me deu para eu dar pro pato”.

O fogo respondeu: “Nun vô!”

Então vou chamar a água para te apagar.

Depois de muito andar a menina achou a água e disse:

“Água, vai apagar  o fogo. Fogo não quis queimar o machado. Machado que não quis cortar o toco, Toco não quer dar meus grão de milho. Milho que minha mãe me deu para eu dar pro pato”.

Então a água respondeu: “Num vô!”

Então eu vou chamar o boi pra te beber.

“Boi, vai beber a água. Água não quis apagar o fogo. Fogo não quis queimar o machado. Machado não quis cortar o toco. Toco não quer me dar meus grãos de milho. Milho que minha mãe me deu para eu dar pro pato”.

O boi depois de muito pensar, respondeu: “Ta bom, eu vou”

Andou então pelo caminho e volta e ao encontrar com a água disse:

“Água eu vim te beber!”

“Não, não, não, não... eu vou então apagar o fogo”

“Fogo eu vim de apagar!”

“Não, não, não, não... eu vou queimar o machado” – e saiu correndo atrás do machado  disse:

 “Machado eu vim te queimar”

“Não, não, não, não.... eu vou cortar o toco”- respondeu o machado

Andaram então até o toco e o machado disse:

“Toco, eu vim te cortar”

“Não, não, não, não...eu devolvo seus grão de milho. Milho que tua mãe te deu pra você dar para o pato”.

A menina então pegou seus grãos de milho, deu para o pato comer, e viu que estava de volta e bem perto de sua casa e resolveu voltar.

Chegando lá, encontrou com sua mãe e seu pai e os abraçou  e disse que nunca mais iria querer ficar longe de casa, que o mundo é muito chato e nada melhor que a sua casa e o carinho e o amor de seus pais. E que nunca mais ela iria desobedecê-los.

Theodora, aprendeu mais uma lição: A que o melhor lugar do mundo é  nossa casa do lado das pessoas que nos amam.

E também quando pedimos algo para ela e mesmo que ela não queira, ela se lembra da história da menina teimosa que só dizia “Num vô!” e prontamente atendo nosso pedido.

 



Escrito por Vasco e Júnior às 22h59
[] [envie esta mensagem] []





Escrito por Vasco e Júnior às 10h42
[] [envie esta mensagem] []



O Menino-Coelhinho!

Um dia na hora de dormir contamos uma historinha assim para a Theodora:

Era uma vez um menino muito ruim, ele não dividia nada com ninguém e não gostava de emprestar seus brinquedos, não dava um pedaço de doce para os amigos, não respeitava os mais velhos, não falava "obrigado"; "por favor" e nem tomava banho. Theodora acrescentou: "E não lavava as mãos quando chegava da rua, e nem escovava os dentes e também não fazia xixi antes de dormir né, pai?".

Percebemos que ela de alguma  forma estava entendendo a mensagem e continuei: daí num dia de Páscoa, o Papai do Céu veio até ele e disse: Olha menino, você tem sido um garoto muito ruim; tem feito muita arte e não obedeceu seus pais e nem os mais velhos, por isso vou te transformar em um Coelho e durante todos os dias da Páscoa você terá de aprender a dividir e terá de dar ovos de chocolate para todas as criançinhas e pessoas; mas só para aquelas que forem boas, assim você saberá distinguir as pessoas boas das más e saberá a diferença entre elas.  O menino já transformado em coelhinho perguntou: Mas quando eu voltarei a ser criança de novo? E o que eu vou ganhar com isso?

O Papai do Céu respondeu: Você só voltará a ser criança de novo, quando no mundo todo as pessoas forem boas novamente e ,quando, em um dia de Páscoa todo o mundo ganhar os seus ovos de chocolate e assim todos serão bons e você saberá que ser uma pessoa ruim não é bom e ganhará esta linda lição; mas já que você quer ganhar algo vou te dar esta bolsa cheia de talco para perfumar o seu caminho e as pessoas saberem que você esteve por ali.

Theodora que não deixava de fazer os seus comentários disse: O talco era porque ele não tomava banho e até o Papai do Céu não tava agüentando o "cheiro" dele,né pai ?. E caímos na gargalhada e depois fomos dormir.

Esta história foi contada uma semana antes do domingo de Páscoa e foi a semana mais esperada, depois do Natal, para a Theodora. Ela montou um ninho onde a cada dia colocava um bombom, uma bala, algum brinquedinho para o "menino coelhinho". E no dia seguinte esses presentes sumiam a apareciam pequenos ovinhos de chocolates; um sinal de que o coelhinho estava por perto o no domingo seria o seu grande dia.

Enfim, chegou o domingo de Páscoa, e como todos os outros domingos Theodora invadiu o nosso quarto pulando na cama, só que desta vez não quis dormir no meio de nós, pois estava eufórica pois havia na porta de seu quarto um punhado de talco no chão e pequenas pegadas de um "menino coelhinho". Quem disse que continuaríamos a dormir... levantamos e fomos junto com ela procurar os ovos de chocolate. Em cada canto da casa encontrávamos punhados de talco, pegadas e pequeninos ovinhos de chocolate nos dando um sinal de onde estariam os ovos maiores. Durante a procura, lembrávamos Theodora de que se ela havia sido um boa menina e que ganharia muitos e grandes ovos de chocolate; enquanto descobria os ovinhos pequenos sua mente a questionava de seu comportamento e ela sabia que havia sido um boa menina por isso sua procura ainda continuava e seguindo as pegadas e o perfume do talco ia descobrindo a cada canto mais ovos e a cada canto uma surpresa.

Enfim, no jardim da sala, uma linda cesta de chocolates com um grande ovo a esperava. Theodora gritou de alegria e exclamou: "Esse coelhinho é safado, escondeu todos os meus ovinhos, e eu ganhei um monte de ovos". Isso é porque você foi uma boa menina, então deve continuar assim, parabéns! - disse o Júnior. "mas eu vou dar para vocês também ta: um ovo pra prima Jéssica e pedacinhos para meus amiguinhos da escola também.

Nossa filha havia aprendido a dividir, não havia ganância e nem egoísmo em seu pequeno coração.......!!!

Theodora colocou todos os ovos no sofá e correu para nos dar um grande abraço e um beijo, e este carinho foi o nosso presente de Páscoa.

Feliz Páscoa !



Escrito por Vasco e Júnior às 10h27
[] [envie esta mensagem] []



:: Visite meus textos antigos clicando AQUI

Escrito por Vasco e Júnior às 16h14
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]